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TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO (TEPT)

O TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático) segundo o DSM-V é um transtorno de ansiedade caracterizado por um conjunto de sintomas que envolvem a revivência, a evitação, o entorpecimento e a excitabilidade aumentada que são desencadeados após o indivíduo ter vivenciado ou testemunhado algum evento estressor traumático. Nos dias atuais, podemos observar a vivência da pandemia do Covid-19.

Os indivíduos acometidos pelo transtorno irão apresentar intenso sofrimento, prejuízo clínico, social e econômico significativos, crises conjugais, criação dos filhos, baixo nível de satisfação da vida, alteração no humor, sono e memória e por fim baixo rendimento no trabalho.

A TCC (Teoria Cognitiva Comportamental) observa este transtorno como um cuidado de saúde pública, já que as perdas para o indivíduo e a sociedade são gigantes.
No tratamento do TEPT utilizamos algumas técnicas da teoria cognitiva comportamental como:
– Treinamento de Inoculação de Estresse (TIE).
– Treinamento de Habilidades Sociais (THS).
– Treinamento de Autoinstrução (TAI).
– Dessensibilização Sistemática.
– Prevenção de Recaída.
– Técnicas de Relaxamento Muscular Progressivo e Respiração.

A técnica mais utilizada dentre os psicólogos da TCC é o TIE (Treinamento de Inoculação de Estresse; criado inicialmente para o tratamento especifico de fobias, com tudo os resultados no TEPT foram significativos. A mesma funciona dando aos pacientes o domínio sobre seus medos através da ressignificação da memória traumática e do ensino de habilidades de manejo frente a situação temidas.

Na segunda fase da técnica TIE será o treinamento de habilidades de manejo e enfrentamento, com orientações para a solução de problemas, como: habilidade de manejo, com uma base racional e uma explicação do mecanismo pelo qual a habilidade funciona; várias demonstrações e ensaios de habilidade. No consultório utilizamos a dramatizações como técnica. Fora das sessões deixamos como “lição de casa” aos pacientes a aplicação de habilidades em uma área problemática que não esteja necessariamente relacionada com os comportamentos visados. No retorno a sessão será feito a revisão de como a habilidade funcionou, com a avaliação do psicólogo da autoeficácia dos pacientes.

Podemos concluir que esta pandemia que vivemos atualmente é um evento traumático para uma grande maioria da população brasileira, dentre estes, alguns irão apresentar o TEPT por não conseguirem lidar com a ansiedade e o entorpecimento de ter vivenciado e experienciado.

A TCC com todas estas ferramentas descritas acima, está preparada e equipada para trabalhar os sintomas do TEPT e não somente ele, mas também a ansiedade, depressão e até fobias que podem ser desenvolvidas neste período de pandemia.

Talita Bueno Avila
Psicoterapia de adolescente e adulto
www.essenciadamente.com.br


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REFLEXÕES EM TEMPO DE PANDEMIA
 
Estamos vivenciando tempos estranhos. Tempos em que o medo está predominando e estamos lutando juntos contra um inimigo comum: um vírus.
 
Um vírus que nos pediu para ficarmos em casa, cuidarmos dos nossos filhos, da nossa alimentação, pararmos com um consumismo desmedido. Para pensarmos em uma nova forma de viver e adaptarmos nossa vida a uma nova realidade.
 
Durante tudo isso o emocional se fragilizou e os atendimentos se voltaram para a ansiedade e depressão deste momento. Sinto que acionamos um campo coletivo em que nos ligamos inconscientemente uns com os outros.
 
Diante destes momentos faço as seguintes perguntas: o que este momento trouxe de reflexões para vc e o que tem de bom no meio desta pandemia?
 
Com estas perguntas levanto reflexões que começam no individual e podem ser levadas ao coletivo e assim começarmos juntos a pensar numa melhor qualidade de vida para o momento pós pandemia.
 
Cada um na sua perspectiva imagina um aprendizado para tudo isso. Eis aqui alguns que selecionei para uma reflexão coletiva:
 
isso aconteceu:
– Para pensarmos no que realmente importa na vida
– Para que nossos adolescentes parassem ou diminuíssem as bebidas e drogas pois agora têm que ficar em casa
– Para pensarmos no que realmente importa na vida percebermos que não precisamos comprar tantas coisas e podemos consumir de forma mais consciente
– Porque estávamos destruindo nosso planeta e esgotando seus recursos naturais
– Para pensarmos no que realmente importa na vida percebermos a nossa fragilidade e que precisamos nos ajudar
– Para pensarmos no que realmente importa na vida sermos mais solidários
– Para pensarmos no que realmente importa na vida olharmos mais para nossa família e não delegarmos o cuidado dos nossos filhos para terceiros, seja qual for a perspectiva que olhamos para tudo isso, percebemos prismas diferentes para a mesma situação onde está havendo uma reflexão coletiva.
 
E assim percebo várias pessoas repensando sobre temas profundos e importantes que fomos repassando de geração em geração sem perceber. Precisávamos de uma pausa para conseguirmos transformar nossa realidade.
 
Nosso mundo estava vivendo de uma forma tão frenética onde nossa casa virou apenas um dormitório e não um lar, delegamos os cuidados e educação dos nossos filhos a terceiros, nos desconectamos da natureza como se não fizéssemos mais parte dela, damos mais valor para o material que espiritual e o celular virou um ítem de idolatria.
 
Seguimos sem questionar muitos valores que são passados e vamos nos adaptando a toda esta correria. Somente a dor nos faz parar este ritmo e assim podermos transformar algumas atitudes.
 
O covid-19 nos trás este chamado pela dor, nos mostrando a finitude da vida. Ele ataca nossos pulmões e perdemos algo tão essencial que não damos valor: o ar que respiramos e nos mantém vivos. Assim passamos a valorizar o essencial e tirar o supérfluo. Pensar o quanto nossa rotina nos sufoca e o quanto estamos sufocando o planeta com o desmatamento, as queimadas e a exploração excessiva. Pensemos então o que realmente temos que dar valor na nossa vida e a cada pessoa que caminha junto conosco.
 
E a partir destas reflexões começamos uma transformação que passa por cada indivíduo e chega ao coletivo, e caminha para todo o planeta. E assim coletivamente podemos construir uma nova realidade externa a partir desta nova realidade interna. E assim podemos agir com mais consciência junto ao próximo e ao planeta.
Trago aqui algumas perguntas para começarmos a refletir para um mundo melhor pós pandemia
– O que tenho feito pelo nosso planeta?
– Qual a minha conexão com a natureza?
– O quanto interajo e participo com quem mora comigo?
– Qual minha participação para passar valores e exemplos para meus filhos?
– Tenho tempo para olhar para os meus sentimentos?
– Tenho tempo para fazer o que realmente dá um sentido a minha vida?
– Consigo equilibrar meu tempo no celular com o convívio pessoal?
– Consigo o equilíbrio entre a responsabilidade e o êxtase pessoal
– Tenho empatia com o próximo?
 
Que este momento dolorido em que estamos passando possa ser um momento de mudança que começa no coração de cada um. Isso tudo vai passar, como a natureza é cíclica, logo entraremos em um novo ciclo. Vamos imaginar o futuro que queremos e isso irá nos estruturar para o primeiro passo de nossa mudança individual para chegarmos na mudança coletiva. Imaginar um futuro é importante para sustentar o presente e não perdermos a perspectiva de vida. Acreditarmos que tudo isso vai passar para iniciar um novo ciclo para colocarmos em prática tudo o que foi repensado e reestruturado.
 
Quando nos conectamos com nosso mundo interno, com a natureza e com a arte, percebemos e sentimos que fazemos parte de um todo e isso nos acalma em meio a tempestade. Isso nos trás a confiança de que ela passa e depois virá um dia ensolarado e florido. Se conectar com este ciclo da vida e da natureza nos ajuda na travessia da tempestade.
 
Como arte podemos nos conectar a música, a literatura, a pintura…
 
E que pensemos neste mundo pós pandemia de uma outra forma. Finalizo este texto com um trecho de uma linda música para acalmar os corações do Milton Nascimento: “Coração Civil”
“Quero a utopia quero tudo e mais
Quero a felicidade dos olhos de um pai
Quero a alegria muita gente feliz
Quero que a justiça reine em meu país…
Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida
Eu vou viver bem melhor
Doido pra ver o meu sonho teimoso um dia se realizar”
 
Tem uma frase do Cervantes que gosto muito quando pensamos como mudar e chegar no coletivo:
“ Quando se sonha sozinho é apenas um sonho. Quando se sonha juntos é o começo da realidade”.
 
Flávia Hessel de Lima
Psicoterapia de adolescente e adulto
www.essenciadamente.com.br

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O TOC é um distúrbio psiquiátrico caracterizado pela presença de obsessões e/ou compulsões.
Obsessões são pensamentos, ideias, imagens ou impulsos que são recorrentes, intrusivos e indesejados, gerando grande sofrimento e ansiedade. Em geral, são pensamentos que entram na mente do indivíduo de forma repetitiva, sendo que este tenta resistir, sem sucesso. São reconhecidos como pensamentos do próprio indivíduo. O paciente tenta amenizar o sintoma com outro pensamento ou ações que são as compulsões. As obsessões podem ter diversos conteúdos, como: agressão, sexo, religião, simetria ou ordenação, contaminação ou ligadas a colecionar algo.

As compulsões são comportamentos repetitivos que ocorrem em resposta de um pensamento obsessivo, na tentativa de alívio ou prevenção de sofrimento que a obsessão gera. As compulsões podem ser ações de: limpeza (como lavagem de mãos), verificação ou checagem, ordenação e arrumação, contagem e simetria ou lateralidade (arrumar objetos).
Pessoas portadores da doença descrevem muitas vezes fenômenos sensoriais que são sensações ou percepções físicas desconfortáveis que surgem antes ou acompanham os comportamentos repetitivos. Esses fenômenos sensoriais ocorrem mais frequentemente em quadros de início precoce, ou seja na infância ou adolescência. Esses sintomas mais frequentes são: sensações físicas desconfortáveis em músculos, ossos ou órgãos internos, muitas vezes sentem vontade de estralar o corpo; necessidade que tudo ao seu redor esteja em ordem, precisa arrumar ou tocar em objetos ou pessoas; sensação de incompletude, assim tem a necessidade de realizar alguma compulsão para alívio e corrigir esta sensação; sensação de energia acumulada, assim a compulsão surge para descarga; percepção de ter que fazer as compulsões.

Pacientes com TOC apresentam grande sofrimento, pois frequentemente esses sintomas aprisionam a vontade, a liberdade de escolha. Eles apresentam rituais que atrapalham muito na vida cotidiana, seja no trabalho, na escola ou nas relações, pois são incomodados pelos pensamentos intrusivos e pelas compulsões, gerando constrangimento, ou isolamento. Os pacientes tentam controlar os sintomas, principalmente compulsivos em ambientes públicos, o que traz grande estresse, ou são distraídos pelos pensamentos obsessivos. A depender da gravidade podem tender ao isolamento e ter dificuldade em conviver em sociedade, pois o trabalho e as exigências da vida, muitas vezes, são incompatíveis com a doença na sua forma mais grave.

O TOC pode ter início na infância, adolescência, ou pode se manifestar somente na fase adulta. Quando tem início mais precoce, apresenta algumas características diferentes, como apresentar mais compulsões do que obsessões; ter mais frequentemente percepções sensoriais; é comum serem quadros mais graves, com mais comorbidades e as compulsões são mais semelhantes aos tiques.
O diagnóstico na infância é mais difícil, pois as crianças não falam de seus rituais e pode ser confundidos com brincadeiras. Quando os sintomas são mais graves é que os pais buscam o profissional da área da saúde para entender melhor o que está ocorrendo com a criança. É comum a criança buscar a arrumação de seu quarto, não deixar outras crianças brincarem com seus brinquedos, ter dificuldade na socialização, porque necessitam ter um ritual na brincadeira que não é aceito por outras crianças, o que pode deixá-la irritada. É frequente a criança querer que seus pais participem de seus rituais na confirmação de algo ou na arrumação, ou não deixando que toquem em seus materiais, gerando assim grande desconforto e desequilíbrio no lar.

Na fase adulta, o indivíduo tenta minimizar os sintomas no trabalho ou em local de estudo, o que causa grande ansiedade, ou tenta disfarçá-los. Tem a percepção que aquele sintoma, ritual ou compulsão estão fora do contexto, porém precisam realizá-los para sentirem alívio. Assim, os sintomas são muito mais proeminentes em casa e muitas vezes, sentem-se constrangidos até com seus familiares que não aceitam ou contestam os rituais e compulsões. A depender da gravidade esses sintomas vão levando muito tempo para serem realizados o que faz com que se atrasem para compromissos, não aceitem trabalhos a depender de algum pensamento obsessivo. A realização de rituais de limpeza, por exemplo, o banho, pode estar repleto de rituais que levam a demorar muito tempo para finalizar o banho, o que se torna incompatível com seu cotidiano, assim o paciente começa a tomar banho cada vez menos, para não se submeter a esses rituais.

O TOC pode ter a predominância de pensamentos obsessivos, de atos compulsivos ou ser um quadro misto, apresentando ambos sintomas. É frequente o paciente apresentar ansiedade, como também sintomas depressivos. As limitações geradas pelo TOC podem gerar um quadro secundário de depressão.

A busca pelo tratamento é muito importante para não permitir a cronificação do quadro, o que pode dificultar o tratamento. Os medicamentos antidepressivos são de primeira escolha para tratar o TOC, e em geral, apresentam boa resposta clínica. É fundamental a abordagem psicoterápica em paralelo com o tratamento medicamentoso, o que propicia maior evolução e uma base mais segura na medida em que aborda causas, e fornece instrumentos para o paciente lidar com seus sintomas, para que em algum momento se liberte deles.

Dra. Vanessa Calhiarani Loschiavo
Psiquiatra e Psicoterapeuta
www.essenciadamente.com.br


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ENCONTRANDO A PRÓPRIA ESSÊNCIA

A rotina diária faz com que o indivíduo se esqueça do que é mais necessário.

Muitas vezes se mantém numa rotina de mais de 12 horas diárias de trabalho, dando pouca atenção a si mesmo, ao que é realmente necessário.

É comum o ser colocar como prioridade o trabalho e manter uma rotina automática, esquecendo de si mesmo. Para ter uma boa saúde física e emocional é imprescindível se incluir na própria vida. Voltar o olhar as próprias necessidades, pois a medida em que o indivíduo se afasta de suas próprias necessidades, surgem sintomas que podem ser diversos, chegando a adoecer o corpo e a mente.

Os sintomas ajudam a voltar a atenção para si, e aos poucos através do questionamento sobre os motivos de tamanho mal estar, a pessoa vai conseguindo retornar e se aproximar das próprias necessidades, daquilo que faz sentido a vida, do que dá prazer. Equilibrando, assim as tarefas, obrigações, trabalho e o que verdadeiramente alimenta a alma e traz sentido a vida, encontrando a própria essência e o propósito de vida.

Este é o papel da psiquiatria e psicologia. É ajudar o indivíduo a encontrar sua verdadeira essência.

Dra. Vanessa Calhiarani Loschiavo
Psiquiatra e Psicoterapeuta
www.essenciadamente.com.br


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O TOD tem como definição as discussões e brigas crônicas, crise de raiva, alto nível de irritação e contrariedade, desobediência, costume de culpar os outros pelos seus erros, ser vingativo e rancoroso; Em alguns casos pode-se ter a intolerância a frustração e imediatismo.

O transtorno pode se manifestar dos três aos oito anos de idade do individuo. O TOD não tem modulação genética e sim sociocultural.

Baseando-se em autores chaves, no ambiente familiar algumas atitudes dos pais podem contribuir para o desenvolvimento do transtorno, como: a imaturidade, dificuldade de impor limites, a falta de experiência em educar os filhos, a agressão verbal, agressão física e a oscilação emocional. A criança também apresenta traços de inflexibilidade com dificuldade de aceitar as regras, tentando muitas vezes burlá-las. É comum ter um temperamento explosivo, tendo a manipulação e até a mentira como formas de conseguir o que deseja.

Estas condutas podem causar sintomas nos próprios responsáveis, como: o cansaço mental, a frustração perante a criança, intolerância e a raiva emocional. Em alguns casos podemos observar o isolamento da criança de eventos familiares ou até mesmo da dinâmica familiar.

Se olharmos o ambiente escolar as crianças com TOD normalmente tem fichas de reclamação extensas, inúmeras suspensões e advertências. Como não desenvolvem habilidades sociais, não realizam trabalho e brincadeiras em grupo ou até mesmo criar vinculo com algum colega. Podem apresentar também uma dificuldade na aprendizagem e consequentemente ter reprovações de série.

O TOD é um transtorno com pré-disposição á ter comorbidades, em 50% dos pacientes podem ter a contribuição do transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) ou o transtorno de conduta (TC). Podem aparecer a depressão e o transtorno de aprendizagem como sintomas.

O diagnóstico é realizado por psiquiatra ou psicólogos com especialização em testes psicológicos. O tratamento depende da idade da criança e da gravidade do transtorno, quanto mais cedo diagnosticado mais eficaz será a psicoterapia. Caso o diagnóstico seja tardio é aconselhado acompanhamento do psiquiatra juntamente da psicoterapia.

Alguns autores recomendam a terapia cognitiva-comportamental, porque irá trabalhar a mudança comportamental e os pensamentos destorcidos da criança.

Podendo realizar um aconselhamento familiar ou uma orientação com os pais.

Talita Bueno Avila
Psicóloga – Terapia Cognitiva Comprotamental


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CURA DA CRIANÇA INTERIOR FERIDA

“ Em todo adulto espreita uma criança – uma criança eterna, algo que está sempre vindo a ser, que nunca está completo, e que solicita cuidado, atenção e educação incessantes. Essa é a parte da personalidade humana que quer desenvolver-se e tornar-se completa”. Jung
Este é o arquétipo da criança interior, que carrega tanto nossos traumas como nossos momentos alegres. Muitas vezes as feridas que ficaram com esta criança faz com que o adulto que nos tornamos faça de tudo para esquecê-la e deixá-la escondida em nosso inconsciente. Porém, com esta negação não chegaremos completamente ao nosso processo de individuação e estaremos sempre em busca de algo que nos falta, sem sabermos exatamente o que é.

O encontro com nossa criança interior nos leva a nossa essência, e com este encontro podemos olhar para as dores do passado e identificar as necessidade emocionais não supridas e assim iniciar um processo de cura e regate desta criança. Entrar em contato com a criança ferida e fazer um trabalho interno de recuperação desta criança e superação para que assim se encontre a criança maravilha(que é nossa essência). Chegando a este momento rompemos os ciclos destrutivos e doentios em que nos lançamos inconscientemente.

A rotina sobrecarregada e as tarefas que o mundo nos impõe, muitas vezes, fazem nos perdermos de nossa criança interior e do nosso verdadeiro EU.

Muitas vezes a vida fica sem um sentido maior e parece que estamos caminhando num espaço vazio. O resgate desta criança vai trazer um ressignificado para a vida, tornando-a mais leve e com um propósito maior. Para isso precisamos acolher esta criança, entendê-la e ampará-la, e assim ela irá trazer todo o propósito que carrega. Ela carrega os valores da nossa origem e nos leva ao verdadeiro. Nos transforma para o amor e a completude.

A terapia Junguiana nos ajuda a resgatar esta criança, e conseguir um caminho rumo ao self de uma maneira profunda.

Flávia Hessel de Lima
Psicoterapia de adolescente e adulto


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O termo Burnout está muito ligado ao setor laboral. É quando o trabalhador chega ao extremo cansaço físico, mental e emocional decorrente de sobrecarga crônica de trabalho, cargas horárias estendidas além do combinado, como também podem estar incluídas situações de assédio, muitas vezes veladas.

Este termo pode ser usado no caso da maternidade. A mãe pode apresentar sintomas depressivos, ansiosos, cansaço físico e mental, devido a mudança de vida ocasionada para cuidar dos filhos, como também às várias jornadas que a mãe se submete, cuidando dos filhos, da casa, trabalhando, muitas vezes fora de casa e frequentemente não encontrando um espaço para existir em sua própria vida. A mãe se anula, com a tentativa de ser a mãe perfeita. Sente-se julgada e se exige muito, sendo severa consigo mesma.

Toda essa dinâmica gera muito desgaste emocional, culminando na Síndrome de Burnout materno.

A mãe pode sentir uma pressão social, ou mesmo uma pressão interna relacionada ao que acredita ser sua responsabilidade e as crenças mais rígidas dificultam no acolhimento da própria pessoa com ela mesma.

É preciso saber que educar é uma função que exige muito dos pais em questão. Faz com que o indivíduo reveja suas questões mais íntimas, muitas vezes revivendo a sua própria educação, sendo necessário quebrar padrões e se reformar internamente.

Sintomas do Burnout Materno:
– Desânimo,
– Tristeza,
– Vontade de chorar constantemente
– Irritabilidade,
– Fadiga crônica,
– Isolamento ou sensação de solidão,
– Dificuldade em realizar as tarefas diárias,
– Culpa, por não se sentir uma mãe boa,
– Dores físicas de cabeça, coluna ou articular,
– Dificuldade na concentração,
– Frustração,
– Ansiedade.

É muito importante a busca por ajuda profissional da psicologia e psiquiatria, para que esses sintomas não se intensifiquem e evolua para uma depressão.

Vanessa Calhiarani Loschiavo
www.essenciadamente.com.br


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Probióticos são alimentos que contêm micro-organismos, como bactérias que ajudam na saúde. As bactérias presentes no intestino ajudam na digestão, destroem micro-organismos causadores de doenças e ajudam na produção de vitaminas. Ajudam a balancear a flora intestinal, em caso de diarreia, aumenta a tolerância e digestibilidade da lactose, tem atividade anticarcinogênica, reduz níveis de colesterol, ajuda na síntese de vitamina do complexo B, ajuda na absorção do cálcio e equilíbrio do sistema imunológico.

Existem alimentos que são probióticos fermentados, como iogurte, kefir, kombucha, entre outros. Mas também podem ser manipulados, em cápsulas ou encontrados em farmácias em sachês. Os grupos mais comuns são os Lactobacillus e Bifidobacterium que tem diversas subespécies.

Como existem diversos tipos de bactérias elas tem atuação em diferentes problemas de saúde, cada cepa ajuda em uma disfunção mais específica seja intestinal, no humor, na imunidade, entre outras.

Numa pesquisa realizada na Queen’s University, no Canadá, Caroline Wallace e outros colaboradores, descobriram que o transtorno de humor, a anedonia e os distúrbios do sono foram reduzidos com uso de probiótico(contendo Lactobacillus helveticus e o Bifidobacterium longum) após apenas quatro semanas, com manutenção dos resultados na oitava semana.

O estudo é promissor, mas é um estudo-piloto que deve ter um aprofundamento com uma amostra maior de pacientes. A pesquisa com a suplementação probiótica é bem interessante e deve ser continuada, pois é uma maneira mais “natural” de se ter alívio de sintomas depressivos e ter mais uma alternativa, seja para alívio dos sintomas, ou para atuação de forma preventiva.


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O intestino é considerado o segundo cérebro e abriga 500 milhões de neurônios, produz por volta de 30 neurotransmissores, sendo 50 % da dopamina e 90 % da serotonina do organismo produzidas no intestino. Assim, este tem um grande papel no equilíbrio do humor, do comportamento e emoções. Os neurotransmissores são responsáveis por uma comunicação eficiente entre o intestino e o cérebro. Essa integração ocorre através do nervo vago que liga o sistema gastrointestinal ao cérebro. A comunicação também se dá pela corrente sanguínea e pelas células de defesa que circulam por todo organismo.

O sistema nervoso entérico é uma rede de neurônios digestivos que está presente por trás da mucosa digestiva que passa pelo esôfago, estômago, intestino e ânus. É responsável por mandar os estímulos necessários para a realização da digestão, após a alimentação, sem necessitar do comando cerebral.

No intestino, está presente uma grande quantidade de bactérias que compõe a flora intestinal. Essas bactérias ajudam na digestão, como também influenciam o cérebro, reduzindo ansiedade e equilibrando o humor.
Realizaram um estudo na Universidade da Califórnia e cientistas compararam grupo de mulheres. O primeiro grupo tomou diariamente iogurte com quatro tipos de bactérias probióticas, ao longo de 1 mês. O segundo grupo consumiu iogurte sem bactérias e o terceiro grupo não tomou nada, manteve a dieta normal. Os cérebros das mulheres foram analisados, em exames de ressonância magnética, antes e depois da experiência. Cientistas concluíram que as bactérias modificaram várias regiões que processam sensações do corpo, emoções e até funções cognitivas. Os estudos precisam continuar para entender de forma mais aprofundada, como o bom funcionamento do intestino atua sobre o cérebro. Considerando que o humor pode afetar o intestino e o intestino afeta o cérebro.

Existem estudos da flora bacteriana em pacientes com Autismo, Parkinson, Alzheimer, Obesidade e Câncer. Percebe-se que existe uma diferença da flora intestinal entre pessoas com e sem autismo. E existe grande influência das bactérias que habitam o intestino nos casos de obesidade e câncer.

Se alguma bactéria nociva se instala no intestino, muda o perfil de produção da flora intestinal. Mensagens desencontradas são enviadas pelo nervo vago, corrente sanguínea ou células de defesa, comprometendo os neurônios cerebrais, gerando mau humor e depressão, desequilíbrio do comportamento e emoções. O sistema imune reage e lança substâncias inflamatórias, levando ao desequilíbrio do organismo. Assim, diminuindo a produção de serotonina no intestino gerando também desânimo.

A microbiota (flora intestina) também pode se desequilibrar, com uma alimentação rica em gordura, desenvolvendo bactérias nocivas e matando bactérias benéficas, propiciando distensão abdominal, inflamações, dores, diarréias ou constipações.

A síndrome do intestino irritável tem ligação direta com o estado de ânimo. O uso de probióticos naturais ou manipulados é uma alternativa que restaura a saúde geral.

A ampliação de estudos da ligação do intestino com o cérebro podem ajudar muito a encontrarmos mais alternativas para o equilíbrio psíquico.

Dra. Vanessa Calhiarani Loschiavo
Psiquiatra e Psicoterapeuta
www.essenciadamente.com.br


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Um relacionamento atravessa várias fases durante o ciclo da vida. Existem mudanças e dificuldades que aparecem ao longo deste ciclo e que vão se refletindo no casal. Para que a harmonia permaneça, o amadurecimento de ambos é necessário para lidar com as mudanças que a vida vai nos trazendo e as superações destas dificuldades. A força do casal está em como lidar com estas mudanças e dificuldades. No olhar moderno muitas pessoas acham que a solução é a separação e acabam cometendo o mesmo erro num próximo relacionamento sem refletir onde podem mudar ou melhorar para conseguir superar os conflitos. Mas grande parte dos casos, acontecem por imaturidade emocional, dificuldade em lidar com problemas e responsabilidades, traumas anteriores que são descarregados no relacionamento, e que geram um desgaste emocional que pode ser superado.

É preciso dar uma nova chance ao amor e existem relacionamentos que podem ser salvos, se as pessoas envolvidas derem um primeiro passo para salvar a relação. Neste passo a terapia de casal irá ajudar muito em todo o processo.

A terapia de casal vai lançar luz sobre o relacionamento a dois e dos conflitos presentes na vida a dois. A terapeuta serve como mediadora na comunicação entre os cônjuges, auxiliando a transmissão e recepção das informações. Ele analisa a situação com o distanciamento e a imparcialidade que os parceiros não podem ter. Ajuda o casal a desvendar o que está por trás das brigas repetitivas e aparentemente fúteis que impedem que o casal consiga ter uma conversa civilizada. As brigas chegam a um ponto que um não ouve mais o que o outro tem a dizer, e cada um fica preso no seu conflito, não chegando a um consenso entre o casal. Durante a terapia e a mediação do conflito busca-se a escuta e o consenso no casal. Durante o processo terapêutico os dois terão clareza dos processos inconscientes que os levaram a se escolherem como parceiros e como chegaram ao ponto de desgaste e desentendimento. Percebe-se o papel de cada um na relação e quais são as frustrações que estão sendo jogadas em cima do parceiro. Após isto ficar claro, trabalha-se em como lidar com estas frustrações, diminuindo os conflitos. O terapeuta ajuda a identificar os principais problemas da relação e o melhor caminho para a solução. Não é um aconselhamento e sim um clareamento para que o casal possa escolher o melhor caminho.

A terapeuta também ajudará a entender as motivações que ainda unem o casal e seus objetivos comuns, melhorando a comunicação.

Também irá entender como se apresentam os conflitos e quais os aspectos a serem trabalhados para que o casal alcance harmonia e entendimento . Como na terapia de casal os dois lados são mostrados, cabe ao terapeuta entender cada indivíduo e o casal como um todo.

O objetivo da terapia de casal é melhorar a comunicação, desenvolver habilidades para solucionar problemas, mudar padrões de comportamentos destrutivos, melhorar a vida sexual e buscar motivações e objetivos que os unam. O casamento é o espelho de cada um em direção à maturidade. Após a terapia, o casal sai com bases mais fortes e maduras. Também pode auxiliar em alguma questão específica como lidar com as finanças ou a educação dos filhos.

Após realizar um tratamento com seu parceiro a melhora é significativa. A comunicação do casal melhora e o afeto que estava escondido atrás das brigas volta a ter espaço. Os objetivos comuns são resgatados e colocados em prática. Um enxerga melhor as qualidades e defeitos do outro e deixa de projetar suas frustrações, aceitando melhor o parceiro e entendendo melhor o outro. Há um equilíbrio maior das características individuais de cada um deles.

Nem todos os casos a terapia irá ser para manter o casal junto. Existem alguns casos em que se chega a conclusão de que o romance chegou ao fim e que ambos serão mais felizes sozinhos. São casos de agressões físicas, perturbações de caráter, alcoolismos com agressões, traições frequentes. Existem casos em que os danos emocionais são muito graves e que a separação realmente é a solução.
“Onde o amor impera, não há desejo de poder; e onde o poder predomina, há falta de amor. Um é a sombra do outro” Carl Gustav Jung
Buscamos fazer com que o amor movimente o relacionamento e o poder e competição percam espaço dentro dos relacionamentos.

Flávia Hessel de Lima
Psicoterapia de adolescente e adulto
www.essenciadamente.com.br


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