--by Vanessa Loschiavo

Mito sobre Metilfenidato (Ritalina) Transtorno de Déficit de Atenção e Hieratividade

8 de maio de 2016 by Vanessa Loschiavo0
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Metilfenidato é chamado de forma crítica da droga da obediência. Muitas pessoas realmente não compreendem a necessidade de utilizar esta medicação. Dizem que leva `a dependência física, que retardam o crescimento de crianças e adolescentes , que vale mais conversar com a criança e impor limites do que tomar medicação.

Em medicina, temos que sempre estar pesando o riscos e benefícios de um tratamento. Após realizar um histórico detalhado, entendendo a postura dos pais, muitas vezes realizando avaliações como a neuropsicológica e fonoaudiológica, tendo assim fechado o diagnóstico de Transtorno de Déficit Atenção e Hiperatividade( TDAH), parte-se para o plano de tratamento. O tratamento com o metilfenidato deve ter uma indicação bastante precisa, pode muitas vezes ser associado a outros medicamentos conforme a necessidade. O Metilfenidato é um psicoestimulante que age em áreas cerebrais que teriam uma ação inibitória sobre o pensamento humano, propiciando maior atenção, planejamento, melhor análise de consequência e ponderação. Este medicamento não causa dependência se utilizados nas dosagens prescritas. Alguns estudos recentes sugerem que adolescente com TDHA que estão tratados devidamente ficam menos propensos ao uso abusivo de álcool e outras drogas. Estes adolescentes não tratados ficam com tantos desconfortos que podem procurar no álcool ou nas drogas uma maneira errada de se automedicar. Algo que vejo com frequência no consultório. Pesando o risco e benefício, é melhor evitar os desconfortos, impulsividade, desatenção, falta de sociabilização e de adaptação do que o uso do medicamento sob supervisão médica séria.
Outros estudos relatam que o metilfenidato está ligado `a redução do peso e não do crescimento, da estatura. A possível redução de peso pode ser devido ao efeito colateral desagradável que é a redução do apetite, que pode ser amenizado ao longo do tempo, ou encontrando outra alternativa medicamentosa.
Quanto ao limite que deve ser colocado, concordo que isso é muito importante, porém muitas vezes a criança não responde e age de forma exacerbada podendo perder o controle. Quando é iniciado o tratamento, a criança torna-se mais flexível aceitando melhor as regras impostas.
É preciso lembrar que o acompanhamento psicoterápico é muito importante e caminha ao lado do tratamento medicamentoso.
O que acontece hoje, é a prescrição desta medicação indiscriminadamente e sem uma avaliação precisa.
O mais importante é proporcionar para aquele ser que sofre uma alternativa de tratamento, para que tenha alívio. Mesmo que necessite de uma medicação. Vamos pensar : É preferível viver de forma desadaptada sem medicamento ou estar bem com uma boa qualidade de vida tomando uma medicação?
Espero que cada pessoa encontre a sua fórmula de viver bem.

Vanessa Loschiavo
Vanessa Loschiavo

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