--by Vanessa Loschiavo

Aos familiares de pessoas com TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade)

8 de maio de 2016 by Vanessa Loschiavo0
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AOS FAMILIARES DE PESSOAS COM TDAH
(TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE)

Quantas vezes crianças, adolescentes ou adultos com TDAH já ouviram, ou vão ouvir essas frases :
– Preste atenção
– Se concentra
– Fica quieto
– Pare de roer unha
– Tira o dedo do nariz
– Fica sentado
– Pare de falar
– Não faça barulho com a boca
– Não brigue
– Cuidado com as palavras que diz
– Pense antes de fazer qualquer coisa
– Pare de balançar
– Esqueceu de novo
– Perdeu de novo
– Você é preguiçoso

Será que temos ideia que esses atos fogem `a possibilidade da pessoa ter seu total controle?
É verdade que eles podem conseguir o controle de algo, porém ter o controle durante um dia todo haveria um gasto de energia muitíssimo grande. E é por este motivo que eles ficam cansados constantemente, deixando tão evidente a dificuldade. É importante considerarmos que eles não conseguem o controle de impulsos.
Esta já é uma condição tão sofrida para pessoa que se percebe com um tempo diferente dos outros, fica confusa em relação `as suas próprias habilidades e sem a compreensão da família ou dos educadores fica ainda mais angustiante.
Quantos são os comentários a respeito desta condição, sem total conhecimento de causa. Quanto se julga a criança mal educada, ou a educação dada pelos pais. Quantas notícias existem sobre o uso do medicamento para esta condição, comparando-a com a droga da educação. Havendo julgamento sobre a escolha de medicar para facilitar os educadores ou os pais que preferem o remédio a ter trabalho de conversar com o filho.
É preciso entender que este quadro é uma condição orgânica, neurológica com repercussão no comportamento. E como muitas vezes pessoas tomam medicamento para diversas doenças como a diabete, por exemplo, essas pessoas também precisam da ajuda de um medicamento para conseguirem viver bem. Ninguém diz para um diabético que ele deve se esforçar para produzir mais insulina para não tomar o medicamento.
Entendo que em relação ao comportamento, não é somente o medicamento que irá ajudar e sim diversas outras abordagens ligadas ao comportamento.
O meu alerta é para não julgarmos. Já existe um sofrimento da pessoa com este quadro e de seus familiares. Cada ser tem o seu caminho que é único com suas habilidades que também são exclusivas. Espero que cada paciente possa usar a própria dificuldade e transformá-la numa habilidade, encontrando sua própria luz.

Vanessa Loschiavo
Vanessa Loschiavo

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